TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO

22 mai

     Enquanto Taylor e outros engenheiros desenvolviam a Administração Científica nos Estados Unidos, em 1916 surgia na França, espraiando-se rapidamente na Europa, a Teoria Clássica da Administração. Se a Administração Cientifica se caracteriza pela ênfase na tarefa realizada pelo operário, a Teoria Clássica se caracteriza pela ênfase na estrutura que a organização deveria possuir para ser eficiente.

     Na Teoria Clássica, ao contrario, partia-se do todo organizacional e da sua estrutura para garantir eficiência a todas as partes envolvidas, fossem elas órgãos (como seções, departamentos e etc.) ou pessoas (como ocupantes de cargos e executores de tarefas). (CHIAVENATO, 2000)

Henri Fayol (1841 – 1925)

     Fundador da Teoria Clássica nasceu em Constantinopla e faleceu em Paris, vivendo assim as conseqüências da Revolução Industrial e da I Guerra Mundial. Formou-se em engenharia de minas aos 19 anos e entrou para uma empresa metalúrgica e carbonífera, onde fez sua carreira. Fayol expôs sua Teoria da Administração em seu livro Administration Industrielle et Générale, publicado em 1916. (CHIAVENATO, 2000)

As funções básicas da Empresa

Fayol via a organização como um corpo – o “corpo empresarial“. As atividades desse corpo eram encaixadas em seis funções;

1. Funções técnicas, relacionadas com a produção de bens e serviços da empresa.

2. Funções comerciais, relacionadas com a compra, venda e permutação/troca.

3. Funções financeiras, relacionadas com a procura e gerência de capitais.

4. Funções de segurança, relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das pessoas.

5. Funções contábeis, relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.

6. Funções administrativas, relacionadas com as outras cinco funções integradas, pairando acima delas.

A visão de Fayol sobre as funções básicas da empresa está ultrapassada, hoje, as funções recebem o nome de áreas administrativas. (CHIAVENATO, 2000)

Conceito de Administração

Fayol define o ato de administrar como:

  1. Prever: Visualizar o futuro e traçar o programa de ação.
  2. Organizar: Constituir o duplo organismo material e social da empresa.
  3. Comandar: Dirigir e orientar o pessoal.
  4. Coordenar: Ligar, unir, harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos.
  5. Controlar: Verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas.

Proporcionalidade das Funções Administração

     Para Fayol a função administrativa não se encontra exclusivamente no topo da empresa, nem é privilegio dos diretores, mas é distribuida proporcionalmente entre todos os níveis hierarquicos. A medida que se desce na escala hierarquica, mais aumenta a proporção das outras funçãoes da empresa e, a medida que se sobe na escala hierarquica, mais aumenta a extenção e o volume das funções administativas. (CHIAVENTAO, 2000)

Princípios Gerais de Administração para Fayol

      Fayol tentou definir os “princípios gerais” de Administração, sistematizando-os muito bem, embora sem muita originalidade, porquanto os coletou de diversos autores de sua época.
Os 14 Princípios Gerais da Administração, segundo Fayol são:

  1. Divisão do trabalho
  2. Autoridades e responsabilidade
  3. Disciplina
  4. Unidades de Comando
  5. Unidade de direção
  6. Subordinação dos interesses individuais aos gerais
  7. Remuneração do pessoal
  8. Centralização
  9. Cadeia Escalar
  10. Ordem
  11. Equifilidade
  12. Estabilidade do pessoal
  13. Iniciativa
  14. Espírito de equipe

     A Teoria Clássica caracteriza-se por seu enfoque prescritivo e normativo: prescreve quais os elementos da administração e quais os princípios gerais que o administrador deve adotar em sua atividade. (CHIAVENATO, 2000)

Teoria da Organização

      Para a Teoria Clássica, a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do topo para as partes (da síntese para a análise), ao contrario da abordagem da Administração Cientifica. (CHIAVENATO, 2000)

Referências Bibliográficas

  1. CHIAVENATO, R. Introdução á Teoria Geral da Administração. 6ª Ed. Rio de Janeiro, 2000.
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