ADMINISTRAÇÃO CIENTIFICA

22 mai

ADMINISTRAÇÃO CIENTIFICA

     A abordagem básica da Escola da Administração Cientifica é a ênfase colocada nas tarefas. O nome Administração Cientifica é devido á tentativa de aplicação dos métodos da ciência aos problemas da Administração, a fim de alcançar elevada eficiência industrial. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. A Escola da Administração foi iniciada no começo deste século pelo engenheiro americano Frederick W. Taylor, considerado o fundador da moderna TGA, ele provocou uma verdadeira revolução no pensamento administrativo da época. A preocupação original foi eliminar o fantasma do desperdício e das perdas sofridas pelas indústrias e elevar os níveis de produtividade por meio da aplicação de métodos e técnicas da engenharia industrial. (CHIAVENATO, 2000)

Frederick W. Taylor (1856 – 1915)

 

     Nasceu na Pensilvânia, EUA. Família Quaker, educação básica rígida e disciplinada com conhecimentos de francês e alemão. Com 18 anos aprovado em Direito (Harvard), mas começou a trabalhar como operário em uma metalúrgica da Filadélfia.

Primeiro Período de Taylor

      O primeiro período de Taylor corresponde à época da publicação do seu livro Shop Management (Administração de Oficinas), 1903, onde se preocupa exclusivamente com as técnicas de racionalização do trabalho do operário, por meio do Estudo de Tempos e Movimentos. Taylor começou por baixo, junto com os operários no nível de execução, efetuando um paciente trabalho de análise das tarefas de cada operário, decompondo os seus movimentos e processos de trabalho, aperfeiçoando-os e racionalizando-os gradativamente. Concluiu que se o operário diligente e mais predisposto à produtividade percebe que no final obtém a mesma remuneração que o seu colega menos interessado e menos produtivo, acaba se acomodando, perdendo o interesse e não produzindo de acordo com a sua capacidade. Daí a necessidade de criar condições de pagar mais ao operário que produz mais. Em essência, Taylor diz em Shop Management que:

         1. O objetivo de uma boa Administração era pagar salários altos e ter baixos custos unitários de produção;

        2. Para realizar esse objetivo, a Administração tinha de aplicar métodos científicos de pesquisa, a fim de formular princípios e estabelecer processos padronizados que permitissem o controle das operações fabris;

        3. Os empregados tinham de ser Cientificamente colocados em serviços ou postos em que os materiais e as condições de trabalho fossem Cientificamente selecionados, para que as normas pudessem ser cumpridas;

        4. Os empregados deviam ser Cientificamente adestrados para aperfeiçoar suas aptidões e, portanto, executar um serviço ou tarefa de modo que a produção normal fosse cumprida;

        5. Uma atmosfera de intima e cordial cooperação tem de ser cultivada entre a Administração e os trabalhadores, para garantir a continuidade desse ambiente psicológico que possibilite a aplicação dos outros princípios por ele mencionados. (CHIAVENATO, 2000)

 Segundo Período de Taylor

      O segundo período de Taylor corresponde à época da publicação do seu livro Princípios de Administração Científica, quando concluiu que a racionalização do trabalho operário deveria ser logicamente acompanhada de uma estruturação geral da empresa e que tornasse coerente a aplicação dos seus princípios. Nesse segundo período, desenvolveu os seus estudos sabre a Administração geral, a qual denominou Administração Científica, sem deixar, contudo sua preocupação com relação à tarefa do operário. Taylor assegurava que as indústrias de sua época padeciam de males que poderiam ser agrupadas em três fatores:

        1. Vadiagem sistemática por parte dos operários, que reduziam propositadamente a produção a cerca de um terço da que seria normal, para evitar a redução das tarifas de salários pela gerência.

       2. Desconhecimento, pela gerência, das rotinas de trabalho e do tempo necessário para sua realização.

       3. Falta de uniformidade das técnicas ou métodos de trabalho.

     Apesar de sua atitude francamente pessimista a respeito da natureza humana, já que considera o operário coma irresponsável, vadio e negligente, Taylor se preocupou em criar um sistema educativo baseado na intensificação do ritmo de trabalho em busca da eficiência empresarial e, em nível mais amplo, ressaltar a enorme perda que o país vinha sofrendo com a vadiagem e a ineficiência em quase todos os alas diários. (CHIAVENATO, 2000)

Organização Racional do Trabalho (ORT)

     Taylor notou que cada operário utilizava diferentes métodos para fazer a mesma tarefa com uma grande variedade de instrumentos e ferramentas diferentes em cada operação. Como há sempre um método mais rápido e instrumentos mais adequados que os demais, Taylor procurou aperfeiçoar por meio por meio da análise cientifica e o estudo dos tempos e movimentos a melhor maneira de executar tais tarefas, em vez de ficar a critério pessoal de cada operário. Essa tentativa de substituir métodos empíricos por métodos científicos recebeu o nome de Organização Racional do Trabalho (ORT).

A Organização Racional do Trabalho se fundamenta em:

  1. Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos.
  2. Desenho de cargos e tarefas.
  3. Incentivos salariais e prêmios de produção.
  4. Conceito de Homo Econômicos.
  5. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc.
  6. Padronização de métodos e de máquinas
  7. Supervisão funcional.

          8. Estudo da fadiga humana.

       9.  Divisão do trabalho e especialização do operário.

Princípios da Administração Cientifica de Taylor

  • Planejamento   
  • Preparo         
  • Controle            
  • Execução

Henry Ford (1863 – 1947)

     Provavelmente, o mais conhecido precursor da Administração Cientifica, Henry Ford iniciou sua vida como mecânico. Sua idéia era popularizar um produto antes artesanal e destinado a milionários. Ford projetou um sistema baseado na linha de montagem o objetivo principal deste sistema era reduzir ao máximo os custos de produção e assim baratear o produto, podendo vender para o maior número possível de consumidores. Desta forma, dentro deste sistema de produção, uma esteira rolante conduzia a produto, e cada funcionário executava uma pequena etapa. Logo, os funcionários não precisavam sair do seu local de trabalho, resultando numa maior velocidade de produção. Também não era necessária utilização de mão-de-obra muito capacitada, pois cada trabalhador executava apenas uma pequena tarefa dentro de sua etapa de produção. O Fordismo foi o sistema de produção que mais se desenvolveu no século XX, sendo responsável pela produção em massa de mercadorias das mais diversas espécies.
Embora não tenha inventado a linha de montagem, nem o automóvel, Ford inovou na organização do trabalho. Entre 1905 e 1910 Ford promoveu a produção em massa. Em 1913, já produzia cerca de 800 carros por dia. Em 1914, repartiu com seus empregados uma parte do controle acionário da empresa. Estabeleceu o salário mínimo de cinco dólares por dia e jornada diária de oito horas, quando na época, a jornada variava entre 10 e 12 horas. Em 1926, já tinha 88 fábricas e empregava 150.000 pessoas, fabricando 2.000.000 carros por ano.

 

O legendário modelo T, primeiro carro da Ford

Ford adotou três princípios básicos, a saber:

  • Princípio de intensificação: consiste em diminuir o tempo de duração com o emprego imediato dos equipamentos e da matéria prima e rápida colocação do produto no mercado.
  • Princípio de economicidade: consiste em reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria-prima em transformação. Por meio desse princípio, conseguiu fazer com que o trator ou o automóvel fossem pagos à sua empresa antes de vencido o prazo de pagamento da matéria-prima adquirida, bem como do pagamento de salários. A velocidade de produção deve ser rápida. Diz Ford, em seu livro: “O minério sai da mina no sábado e é entregue sob a forma de um carro, ao consumidor, na terça feira, à tarde”.
  • Princípio da produtividade: consiste em aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo período (produtividade) por meio da especialização e da linha de montagem. Assim, o operário pode ganhar mais, um mesmo período de tempo, e o empresário ter maior produção. (CHIAVENATO, 2000)

Principio da exceção

     Segundo este principio, tudo o que ocorre dentro dos padrões normais não deve ocupar demasiado a atenção do Administrador. Este deve prioritariamente verificar as ocorrências que se afastem dos padrões. Tanto os desvios positivos quanto negativos que fogem dos padrões normais devem ser rapidamente identificados e localizados para a tomada de providência. (CHIAVENATO, 2000)

Apreciação Crítica da Administração Cientifica

     A conseqüência imediata da Administração Cientifica foi uma redução revolucionaria no custo dos bens manufaturados como automóveis e aparelhos domésticos. Mais importante, talvez, foi o fato de que a Administração Cientifica tornou possível o aumento substancial dos salários, ao mesmo tempo em que reduzia o custo total dos produtos. A Administração Cientifica proclamava que: o menor custo deve significar maiores salários e maior renda para o trabalhador.

     Contudo, a obra de Taylor e seus seguidores é suscetível a críticas. Na época, a mentalidade reinante e os preconceitos, a falta de conhecimento sobre assuntos administrativos, a precária experiência industrial e empresarial não apresentava condições propicias de formulação de hipóteses nem o suporte adequado para a elaboração de conceitos rigorosos. As principais críticas a Administração Científica são:

  1. Mecanismo da Administração Científica.
  2. Visão microscópica do homem
  3. Ausência da comprovação cientifica.
  4. Abordagem incompleta da organização.
  5. Limitação do Campo de atuação.
  6. Abordagem prescritiva e Normativa.
  7. Abordagem de Sistema Fechado
  8. Super especialização do operário.

Fonte Bibliográfica

  1. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003, 6ª Edição.
  2.  http://www.suapesquisa.com/economia/fordismo.htm
  3. http://www.infoescola.com/economia/fordismo/

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